| género e promoção
da camada feminina nos órgãos de decisão.
Em alusão ao dia internacional da mulher,
a assinalar-se no próximo dia 8 de Marco, defendeu ainda
o respeito dos direitos da mulher em todo o mundo, o fim de todas
as formas de violência , incluindo a mutilação
sexual.
“Façamos do Março-Mulher uma
jornada de luta e de realizações femininas.
Esforços devem continuar a ser feitos para se reduzir,
e quem sabe um dia se eliminarem, todas as formas de discriminação,
violência , preconceitos e desvalorização
da mulher”, apelou.
Maria Helena Boavida recorda que a nível
mundial as mulheres obtiveram várias conquistas, depois
de muitos anos de reivindicações e debates: o direito
de votar e serem eleitas para cargos no executivo, legislativo,
judiciário e nomeações no governo, entre outros
direitos.
Apesar dos avanços alcançados, as
mulheres ainda sofrem. Muito ainda há para ser modificado,
afirmou.
Helena Boavida integrou a primeira delegação
angolana que participou numa das conferências mundiais sobre
mulheres realizada em Bucareste (Roménia), na década
de 1970.. Participou em vários fóruns internacionais
sobre os direitos da mulher, e igualdade no género.
A tia Maria Helena, como é carinhosamente
tratada é persistente e abnegada. Apesar da idade e
dos persistentes problemas de saúde, continua a denunciar
todos os tipos de violência e discriminação
contra mulher. Possui uma página na Internet com o
seguinte endereço: www.xiboa.com
É coleccionadora de selos. Possui uma valiosa
colecção, principalmente da filatelia africana e angolana,
nas suas variadas temáticas. É uma das fundadoras
da União dos Filatelistas Angolanos (UFILA), criada nos anos
1980. |