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meio século condiciona a vida
de milhões de seres humanos, constituindo uma violação
flagrante dos Direitos do Homem”, disse o Presidente angolano.
O povo cubano pode estar seguro de que, nesse seu
desejo de por fim a essa grave situação e também
em todas as acções que empreender para a consolidação
da sua soberania e do seu bem-estar, “poderá contar
sempre com o apoio indefectível de Angola e do seu povo.
José Eduardo dos Santos discursava durante
o jantar oficial em honra do Presidente do Conselho de Estado da
República de Cuba, Raul Castro Ruz, de visita oficial a Angola,
efectuada de 4 a 7 de Fevereiro, para o reforço das
relações de amizade e cooperação entre
os dois países.
Os angolanos, asseverou, saúdam as virtudes
do povo cubano, a sua coragem, coerência e dignidade no modo
como defende a sua soberania e ajuda os outros povos. “Valeu
a pena o sacrifício consentido e a ajuda que concederam à
Angola”, sublinhou.
Como vossa Excelência já pode observar,
a capital angolana, Luanda, está em grande transformação.”Este
quadro verifica-se em quase todo o país”, referiu para
logo a seguir frisar que se “quer recuperar o tempo perdido
e estamos a trabalhar para resolver progressivamente os problemas
das populações, em especial no domínio da saúde,
da educação, do acesso ao trabalho, e combatendo com
firmeza a fome e a pobreza”.
Como antes nas trincheiras, também neste
novo combate pela melhoria das condições sociais do
Povo e pelo resgate da “nossa dignidade há companheiros
cubanos, labutando lado a lado com os angolanos”, enfatizou
José Eduardo dos Santos.
“Vivemos hoje num mundo diferente em que
já não existem blocos ideológicos antagónicos
e em que a tentativa de colocar o planeta sob o comando de uma só
super-potência falhou”. O socialismo tal como foi concebido
na ex-União Soviética não deu certo e desmoronou-se,
recordou o Presidente angolano.
Entretanto, o sistema capitalista que vingou enfrenta
agora uma grave crise e há quem defenda a sua refundação,
segundo o Chefe de Estado.
Na sua óptica os países emergentes,
cujas economias dão sinal de grande vitalidade, estão
a estruturar novos modelos, edificando a sua formação
económica e social com base na combinação das
virtudes dos dois sistemas (isto é, do capitalismo e do socialismo)
e da economia de mercado com a democracia e a justiça social.
FONTE: ANGOP
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