Quais seriam as consequências
internas e externas? Como poderíamos hoje comemorar a paz
e a reconciliação nacional? Será que estaríamos
a testemunhar a reconstrução nacional em curso? Estaríamos
a comemorar o maior crescimento económico do planeta em 2007?
A resposta certamente seria não para cada uma dessas perguntas.
O Governo angolano, sob a liderança do Presidente
da República José Eduardo dos Santos, construiu sabiamente
no país um ambiente capaz de consolidar todas as bases democráticas
e assim comprovamos, a cada dia, que a consolidação
da democracia transcende a realização das eleições.
Certamente a democracia e as eleições
são complementares, mas é preciso consolidar um ambiente
propício para que políticos e cidadãos estejam
prontos não apenas para o voto, como também para o
fortalecimento da Nação como um todo.
Estamos optimistas quanto ao ano recentemente iniciado,
pois estamos a construir o futuro do nosso país em bases
sólidas de respeito às diferenças e na busca
da consolidação da democracia num sentido mais amplo
do que a simples realização das eleições.
Para nós angolanos, as eleições não
são o fim ou o começo da democracia, mas apenas uma
ferramenta de apoio e de aprofundamento do processo democrático
que construímos todos os dias.
Estamos cientes de que o fortalecimento de qualquer
democracia exige, para além da participação
massiva no processo eleitoral, a compreensão popular das
regras de convivência, respeito às diferenças
e aos nossos valores cívicos, morais e patrióticos.
Tudo isso contribui, inclusive, para a escolha livre dos nossos
representantes.
Nos termos da Lei Constitucional e da Lei Eleitoral,
o Presidente da República e os deputados da Assembleia Nacional
são designados mediante eleição baseada no
sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico
dos cidadãos.
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