16 de Maio de 2008
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Edifiquemos Angola com os ganhos da paz  

A República de Angola assinalou, a 4 de Abril de 2008, o 6º aniversário da paz, arduamente alcançada em 2002.
Em face disso, abriram-se novas possibilidades para o Governo implementar o seu programa de reconstrução nacional, reerguendo cidades, vilas e aldeias dos

escombros da guerra pós-eleitoral de 1992, uma das mais sangrentas de África e desenvolver as potencialidades de Angola nos domínios político, económico, social, cultural, desportivo e turístico.
Norteados pelo alto sentimento de profundo amor à Pátria, os angolanos mostraram ao mundo a sua maturidade, ao conseguirem resolver, entre irmãos, as contradições que os dividiram durante vários anos. Sob a liderança do Presidente da República, José Eduardo Dos Santos, continuam a erguer a bandeira da paz e da concórdia, em prol da edificação de uma nação próspera e desenvolvida, onde todos possam viver felizes.
Por este facto, o 4 de Abril constitui e constituirá sempre um marco de transcendente importância na união das várias sensibilidades angolanas para o objectivo comum: a valorização da Pátria, assente na vontade da construção de um Estado democrático e de direito e da unidade da Nação, de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste.
É importante recordar os enormes sacrifícios consentidos pelo povo angolano, para que pudéssemos conquistar a paz, que contribui, cada vez mais, para se edificar o país que atingiu um dos maiores crescimentos económicos do mundo em 2007 e caminha para a reconstrução espiritual e das infra-estruturas destruídas pela guerra.
Vamos continuar a projectar a imagem do país além fronteiras e captar maiores investimentos para se combater o desemprego, a pobreza e as endemias como a malária e o HIV-SIDA, bem como as consequências das calamidades naturais como as cheias e a estiagem que afectam, principalmente, as populações das zonas rurais.
Por conseguinte, não é por demais relembrar os ganhos importantes da paz, do ponto de vista da gestão macroeconómica do país. As políticas e medidas do Governo asseguram maior confiança ao empresariado nacional e estrangeiro, que amplia os seus investimentos em diversas áreas, com base na actual legislação do Investimento Privado e outros atractivos atinentes à área económica.
Com o crescimento do investimento público e privado, no sector petrolífero, diamantífero, agro-pecuário, pescas, construção civil e outros, abrem-se novas perspectivas no aumento de postos de empregos e formação profissional, principalmente dos jovens e desmobilizados de guerra.
Com a desminagem, reabilitação de estradas e pontes, já é maior a circulação de pessoas e bens. Estão a ser ampliadas as redes escolares e hospitalares, seguidas da melhoria da assistência médico-medicamentosa. Reduziu-se substancialmente a carência de alimentos, com aumento da produção agrícola e o escoamento de produtos do campo para a cidade e vice-versa.
Há um aumento significativo da oferta de habitação e grande parte do parque imobiliário destruído, na guerra pós-eleitoral, está a ser reabilitado. Melhorou-se também a rede de distribuição de água e energia eléctrica, bem como o saneamento básico, recuperaram-se e construíram-se novas infra-estruturas sociais e económicas.
A somar a tudo isto, já é visível a redução do êxodo rural. Criam-se incentivos e condições para o regresso às zonas rurais. Tudo isso e muito mais só prova o muito que se tem feito em prol do melhoria das condições de vida da população e o seu bem-estar.
Quanto à reposição da normalidade constitucional, o país caminha agora para o aprofundamento do seu sistema democrático e consolidação da reconciliação nacional. Depois de a Assembleia Nacional ter aprovado o pacote legislativo eleitoral, o Governo está a criar todas as condições necessárias para a realização, com êxito, das eleições legislativas nos dias cinco e seis de Setembro próximo.
Foram criados os órgãos de Administração Eleitoral a todos os níveis e o Governo realizou, com sucesso, a 1ªfase do registo eleitoral. Mais de oito milhões de cidadãos registaram-se entre 15 de Novembro de 2006 e 15 de Setembro de 2007. Na 2ª fase iniciada a um de Abril de 2008 deverão registar-se todos os que completam 18 anos até Setembro e os que não o fizeram, por qualquer impedimento.
Reconheça-se que grandes esforços estão em curso, cujos benefícios são bem visíveis. Angola transformou-se num verdadeiro canteiro de obras, quer na
reabilitação de infraestruturas, quer na construção de edifícios de raiz. Por isso, vamos manter o compromisso colectivo de fazermos sinergias que nos permitam manter Angola nos caminhos do progresso. É um dever patriótico de todos edificarmos Angola com os ganhos da paz.