escombros da guerra pós-eleitoral
de 1992, uma das mais sangrentas de África e desenvolver
as potencialidades de Angola nos domínios político,
económico, social, cultural, desportivo e turístico.
Norteados pelo alto sentimento de profundo amor à Pátria,
os angolanos mostraram ao mundo a sua maturidade, ao conseguirem
resolver, entre irmãos, as contradições que
os dividiram durante vários anos. Sob a liderança
do Presidente da República, José Eduardo Dos Santos,
continuam a erguer a bandeira da paz e da concórdia, em prol
da edificação de uma nação próspera
e desenvolvida, onde todos possam viver felizes.
Por este facto, o 4 de Abril constitui e constituirá sempre
um marco de transcendente importância na união das
várias sensibilidades angolanas para o objectivo comum: a
valorização da Pátria, assente na vontade da
construção de um Estado democrático e de direito
e da unidade da Nação, de Cabinda ao Cunene e do Mar
ao Leste.
É importante recordar os enormes sacrifícios consentidos
pelo povo angolano, para que pudéssemos conquistar a paz,
que contribui, cada vez mais, para se edificar o país que
atingiu um dos maiores crescimentos económicos do mundo em
2007 e caminha para a reconstrução espiritual e das
infra-estruturas destruídas pela guerra.
Vamos continuar a projectar a imagem do país além
fronteiras e captar maiores investimentos para se combater o desemprego,
a pobreza e as endemias como a malária e o HIV-SIDA, bem
como as consequências das calamidades naturais como as cheias
e a estiagem que afectam, principalmente, as populações
das zonas rurais.
Por conseguinte, não é por demais relembrar os ganhos
importantes da paz, do ponto de vista da gestão macroeconómica
do país. As políticas e medidas do Governo asseguram
maior confiança ao empresariado nacional e estrangeiro, que
amplia os seus investimentos em diversas áreas, com base
na actual legislação do Investimento Privado e outros
atractivos atinentes à área económica.
Com o crescimento do investimento público e privado, no sector
petrolífero, diamantífero, agro-pecuário, pescas,
construção civil e outros, abrem-se novas perspectivas
no aumento de postos de empregos e formação profissional,
principalmente dos jovens e desmobilizados de guerra.
Com a desminagem, reabilitação de estradas e pontes,
já é maior a circulação de pessoas e
bens. Estão a ser ampliadas as redes escolares e hospitalares,
seguidas da melhoria da assistência médico-medicamentosa.
Reduziu-se substancialmente a carência de alimentos, com aumento
da produção agrícola e o escoamento de produtos
do campo para a cidade e vice-versa.
Há um aumento significativo da oferta de habitação
e grande parte do parque imobiliário destruído, na
guerra pós-eleitoral, está a ser reabilitado. Melhorou-se
também a rede de distribuição de água
e energia eléctrica, bem como o saneamento básico,
recuperaram-se e construíram-se novas infra-estruturas sociais
e económicas.
A somar a tudo isto, já é visível a redução
do êxodo rural. Criam-se incentivos e condições
para o regresso às zonas rurais. Tudo isso e muito mais só
prova o muito que se tem feito em prol do melhoria das condições
de vida da população e o seu bem-estar.
Quanto à reposição da normalidade constitucional,
o país caminha agora para o aprofundamento do seu sistema
democrático e consolidação da reconciliação
nacional. Depois de a Assembleia Nacional ter aprovado o pacote
legislativo eleitoral, o Governo está a criar todas as condições
necessárias para a realização, com êxito,
das eleições legislativas nos dias cinco e seis de
Setembro próximo.
Foram criados os órgãos de Administração
Eleitoral a todos os níveis e o Governo realizou, com sucesso,
a 1ªfase do registo eleitoral. Mais de oito milhões
de cidadãos registaram-se entre 15 de Novembro de 2006 e
15 de Setembro de 2007. Na 2ª fase iniciada a um de Abril de
2008 deverão registar-se todos os que completam 18 anos até
Setembro e os que não o fizeram, por qualquer impedimento.
Reconheça-se que grandes esforços estão em
curso, cujos benefícios são bem visíveis. Angola
transformou-se num verdadeiro canteiro de obras, quer na |