7 de Julho de 2008
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 Governo aplica mais de USD sete mil milhões em infra-estruturas

O Governo angolano investiu 7,1 mil milhões de dólares, em 2007, em infra-estruturas e no combate à pobreza, revela Relatório Económico de Angola do Centro de Estudo e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, apresentado em Luanda.
O estudo indica que as despesas nesses segmentos visaram a melhoria das condições económicas e sociais das populações.

Banco Nacional de Angola

O relatório realça o desempenho da economia angolana como favorável do ponto de vista macroeconómico, combustanciado na redução das taxas de juro, saldos positivos da balança de pagamemtos, aumento das reservas internacionais líquidas, redução da taxa de inflação e os saldos orçamentais positivos.
A taxa de inflação acumulada em 2007, segundo o documento, esteve proxima dos 12 porcento, devido ao comportamento expansionista dos investimentos públicos realizado, assinalando-se ainda a taxa elevada de desemprego.
A pesquisa aponta ainda a manuntenção da confiança na economia que pode ser avaliada pelo modo como aumentou a quantidade de créditos do sistema bancário (a 83 porcento), realçando que o mercado de crédito terá de melhorar sobretudo nas pequenas e médias empresas.
Comparando o preço da despesa pública face ao PIB (Produto Interno Bruto) em relação aos primeiros períodos de paz (2002 a 2007), o relatório descreve como sendo mais reduzido.
Admite também a hipótese de a economia angolana crescer até 2012 a dois dígitos, mesmo que a taxa de crescimennto venha a reduzir devido ao actual esforço de reconstrução nacional, os investimentos públicos e privados, estruturação e modernização do sistema financeiro e numa intervenção favorável do mercado petrolífero internacional.
A contribuição do petroléo em relação ao PIB, cita o relatório, continua a dominar com 95,5 porcento, sendo que, 4,5 da responsablidade dos refinados do petroléo, diamante e de alguns produtos de menor importância relativa.
O relatório evoca que a actividade económica de Angola ainda está centralizada em Luanda, capital do país, realizando-se no sector industrial com 75 porcento, comercial com 65, e ao sector financeiro bancário com 95 porcento.
O documento procura enquadrar o desempenho da economia nacional no contexto da mundial. FONTE ANGOP