de Luanda, Luísa Morgantini
afirmou que é muito importante que a CNE disponha de brigadistas
"para dizer a população como e onde votar".
A observadora reconheceu que, apesar do trabalho
realizado pela CNE, ainda existe muita gente sem informação
sobre onde votar, salientando que "a comissão eleitoral
está a fazer um bom trabalho de esclarecimento".
Na opinião da observadora da União Europeia, a campanha
eleitoral desenvolve-se "de maneira muito interessante e de
forma pacífica", com os tempos de antena a serem respeitados
por todos os partidos e coligações concorrentes às
legislativas de 5 de Setembro.
"Nós teremos que realizar o nosso trabalho,
observando com imparcialidade o que vai acontecer no dia 5 de Setembro
e devo lembrar que a chamada de atenção, para tranquilidade
e tolerância, feita pelo Presidente da República, José
Eduardo dos Santos, foi muito importante para todos os partidos",
referiu.
Questionada sobre o motivo da sua visita ao Governo de Luanda, a
chefe da Missão de Observação Eleitoral da
UE e vice-presidente do Parlamento Europeu, afirmou que precisava
saber como as autoridades provinciais preparam-se para as eleições
na próxima sexta-feira.
A visita, que considerou de cortesia, serviu, segundo Luísa
Morgantini, para trocar impressões sobre a observação
eleitoral e saber da governadora qual é política do
Governo para a educação, saúde e as obras de
reconstrução em curso na capital de Angola.
"Senti-me encantada por ter encontrado uma mulher a dirigir
uma província tão complexa como Luanda, mas a governadora
explicou que existe muito por fazer em relação a saúde,
educação", enfatizou a euro-deputada, salientando
que a governadora manifestou-se determinada em procurar soluções
para melhorar o problema do trânsito na capital.
Recordou que, "democracia não é apenas eleição,
mas ter acesso à comida, saúde, casa e trabalho",
deixando claro que “o povo angolano é soberano e deverá
decidir para quem irá votar”. FONTE ANGOP
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