| O Chefe de Estado angolano teceu
estas considerações numa mensagem enviada ao Parlamento
e lida pelo primeiro secretário de Mesa da Assembleia Nacional,
Ventura de Azevedo, por ocasião do termo da primeira legislatura.
“Em meu nome pessoal e no do Estado angolano
saúdo todos os deputados que integraram a primeira legislatura
da Assembleia Nacional e que deram o melhor de si num período
conturbado da vida nacional para o funcionamento eficaz deste importante
órgão”, frisou.
Na mensagem, o mais alto magistrado da Nação lembrou
que todo o trabalho dos deputados foi bastante relevante para a
materialização das aspirações mais profundas
do povo angolano, “chegando mesmo a afirmar-se que a Assembleia
Nacional constituiu um laboratório de aprendizagem da sã
convivência política, da tolerância e, acima
de tudo, do sentido de Estado e patriotismo”.
Segundo José Eduardo dos Santos, o funcionamento
regular e harmónico da Assembleia Nacional, numa altura em
que existiam ainda profundas desconfianças entre as forças
políticas nelas representadas, serviu para mostrar que a
paz e a reconciliação entre os angolanos era possível
e que as diferenças de concepção e opinião
não constituíam factores de desunião, mas podiam,
pelo contrário, contribuir para o engrandecimento e reforço
da unidade da Nação angolana.
O Presidente da República deixou uma mensagem
à sociedade, tendo em vista as próximas legislativas.
“Em breve, o povo angolano vai às urnas a fim de eleger
novos deputados. Espero que o mesmo espírito que presidiu
a primeira legislatura da Assembleia Nacional, que agora finda,
reine também no seio da nossa sociedade, para que as próximas
eleições se processem dentro da maior estabilidade,
ordem e civismo, e que se respeite a vontade soberana do nosso povo”.
José Eduardo dos Santos endereçou
as suas “sinceras felicitações e votos de boa
saúde a todos os deputados, esperando que continuem a trabalhar
em prol do progresso, desenvolvimento e bem-estar da Nação
angolana”.
Assistiram ao acto de encerramento da primeira legislatura da Assembleia
Nacional os presidentes do Tribunal Supremo, Cristiano André,
do Tribunal de Contas, Julião António, e o Primeiro-Ministro,
Fernando da Piedade Dias dos Santos. Estiveram ainda presentes membros
do Governo, do corpo diplomático e de igrejas, com destaque
para o arcebispo auxiliar católico em Luanda, Dom Anastácio
Kahango.
Durante o acto foram homenageados todos os deputados
que faleceram em efectividade de funções. O programa
reservou ainda um jantar de gala com os parlamentares e convidados.
As actividades correntes da Assembleia Nacional
passam agora a ser executadas pela sua Comissão Permanente,
um órgão interno integrado por 15 deputados dos três
partidos mais votados nas eleições de 1992, nomeadamente
o MPLA, UNITA e PRS.
A Comissão Permanente tem ainda a competência de acompanhar
a actividade do Governo e da administração, bem como
preparar a sessão de empossamento dos futuros deputados que
serão eleitos nas próximas eleições.
FONTE ANGOP |