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Em cerimónia que decorreu no Centro de Convenções
do Talatona, em Luanda, na presença do Presidente da Comissão
Nacional Eleitoral, Caetano de Sousa, e de mandatários de
listas de alguns partidos políticos, o porta-voz da CNE,
Adão de Almeida, divulgou os dados dos 18 círculos
provinciais e do círculo nacional, incluindo o número
de deputados conquistados em cada província.
Das 14 formações políticas
concorrentes, apenas cinco conseguiram eleger deputados à
Assembleia Nacional, nomeadamente o MPLA, a UNITA, o PRS, a Nova
Democracia e a FNLA.
Com um domínio absoluto em todos os círculos
provinciais, o MPLA obteve 81,62 por cento dos seis milhões
450 mil e 407 votos válidos, relegando a UNITA à segunda
posição com apenas 10,32 por cento e o PRS, que foi
a terceira força política mais votada, com 3,17 por
cento dos votos.
No total, o MPLA obteve cinco milhões 266
mil e 216 votos, contra 670.363 votos da UNITA. Feitas as contas,
o número de votos alcançados pelo partido do Galo
Negro nas 18 províncias do país é inferior
à metade que o MPLA conquistou apenas em Luanda.
Diferentemente das primeiras eleições
legislativas, realizadas em 1992, o MPLA dominou totalmente em todos
os círculos provinciais. Se no pleito passado, perdeu no
Bié (0-5), Huambo (1-4), Benguela (2-3) e Kuando Kubango
(1-4), desta vez conseguiu o número total de deputados em
quase todas as províncias. As únicas excepções
foram Lunda Sul (perdeu dois lugares para o PRS), Cabinda (um deputado
para a UNITA), o Bié (um deputado para a UNITA), Lunda Norte
(um deputado para o PRS) e o Zaire (um deputado para a FNLA).
Os dados finais, divulgados onze dias após
a realização do pleito, alteram totalmente o quadro
político de 1992 e confirmaram a UNITA como o grande derrotado,
ao não conseguir manter os 70 deputados conseguidos nas primeiras
eleições. Mais do que isso, o partido do Galo Negro
perdeu 54 lugares no Parlamento. Já o MPLA ganhou mais 62
deputados, aos 129 conquistados em 1992. Quem também melhorou
a sua prestação de 1992 foi o PRS, que conquistou
mais dois deputados e tem agora oito.
Partidos como PLD (quarto mais votado de 1992),
PRD, AD, PDP-ANA e PAJOCA, que estiveram representados no Parlamento
saído das eleições de 1992, não conseguiram
sequer um por cento dos votos.
Outro grande destaque destas segundas eleições na
história de Angola foi a Nova Democracia, uma formação
política que saiu do anonimato para se tornar na quarta mais
votada, com 77.141 votos, acima da FNLA que obteve 71.416 votos.
Fundada em 2006, a coligação liderada
por Quintino Moreira surpreendeu tudo e todos e obteve 1,20 por
cento da preferência dos votantes, o que lhe dá direito
a dois deputados na Assembleia Nacional. FONTE TPA |